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Entenda o que é Lesbofobia – Iniciativa: Grupo de Afinidade LGBTQIAPN+


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18 de agosto 2023

Iniciativa: Grupo de Afinidade LGBTQIAPN+

Origem

Na década de 80, durante a ditadura militar, havia um bar em São Paulo, chamado Ferro’s Bar, onde ocorriam encontros de pessoas LGBTQIAP+ e ativistas da época. Em determinada ocasião, o proprietário do bar acionou a polícia para interromper esses encontros, alegando objeção à venda do jornal “Chanacomchana”, produzido pelo Grupo Ação Lésbica Feminista, e que abordava temas como a maternidade, legalização do aborto, relacionamento entre mulheres e a repressão por parte da Polícia Militar contra lésbicas.

Assim, em 19 de agosto de 1983, um grupo de ativistas lésbicas, lideradas por Rosely Roth, invadiram o estabelecimento para exigir respeito às mulheres lésbicas e que a venda do “Chanacomchana” fosse permitida, já que elas eram as principais clientes do local.

Após a leitura do manifesto, o dono do bar pediu desculpas às mulheres envolvidas e permitiu novamente a venda do jornal. Rosely Roth faleceu em 19 de agosto de 2003, e em sua memória, a data foi consagrada como o Dia do Orgulho Lésbico.

Nos dias atuais

Ainda hoje, 40 anos após o protesto, mulheres lésbicas são alvos de preconceito, além de serem fetichizadas por homens héteros e terem seus corpos sexualizados.

De acordo com o Dossiê de Lesbocídio no Brasil, houve um aumento significativo no número de assassinatos de lésbicas ao longo dos anos. Em 2000, foram documentados 2 casos, enquanto em 2017 esse número subiu para 54. Ainda, o documento aponta que a maioria das vítimas (57%) tinha até 24 anos de idade e que a maioria dos assassinatos (83%) foram cometidos pelo sexo masculino.

Qual o meu papel na luta contra a lesbofobia?

– Educar a si mesmo e aos outros sobre a discriminação que as mulheres lésbicas enfrentam.

– Defender seus direitos em todos os aspectos da vida, incluindo questões legais, casamento, adoção, acesso a serviços de saúde e emprego sem discriminação.

– Não ficar em silêncio diante de discursos de ódio ou comentários discriminatórios.

– Criar ambientes seguros onde mulheres lésbicas possam se expressar sem medo de discriminação. Isso pode ser feito em seu círculo de amigos, família e local de trabalho.

– Apoiar e promover a representação positiva de mulheres lésbicas na mídia, cultura e na sociedade em geral. 

 

A luta contra a lesbofobia é um esforço contínuo e cada ação, por menor que seja, contribui para a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva.

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