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Golpe do Leilão: não caia nessa cilada!


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27 de setembro 2021

Por Carolina D’Arc – Advogada no Escritório Mascarenhas Barbosa Advogados

A internet, esta invenção incrível, ferramenta revolucionária que pode ser usada para facilitar à vida de todas às pessoas e que, infelizmente, também é utilizada cada vez mais por criminosos, os quais, com a imensa variedade de sites que existem, conseguem transformar os usuários em vítimas.

Um golpe que vem ganhando expressão nacional, inclusive tendo sido noticiado na grande mídia, em programas como o “Fantástico”, da Rede Globo, é o “Golpe do Leilão”. Com o agravante da pandemia, leilões de veículos, antes presenciais, hoje acontecem 100% on-line.

Esse golpe, muito bem arquitetado, consiste no fato dos fraudadores copiarem um sistema de gestão de leilões, usando páginas falsas, mas com a vinculação de nomes oficiais, inclusive anunciando parcerias com instituições financeiras, seguradoras e até Detrans. Ou seja, imitando sites verdadeiros afim de atribuir ao site uma maior credibilidade.

Os layouts das páginas falsas são semelhantes entre si, porém diferem-se dos sites originais, por isso o alerta para que os usuários estejam sempre atentos ao URL dos sites. Pois, os golpistas conseguem colocar localização, selos de proteção, informações completas para agregar confiabilidade e atrair o maior número de usuários possível.

A estrutura de atendimento é sempre on-line, com atendentes preparados para conquistar à confiança dos usuários que acabam arrematando veículos que não existem, pagando por bens que jamais serão entregues. Mas, se estes sites forem analisados com cautela, pode-se perceber os indícios do golpe. A exemplo disso: na divulgação geralmente os veículos estão em ótimo estado de conservação, pois o veículo exposto é de um banco de imagens profissionais. Contudo, caso o cliente peça para ver o veículo pessoalmente, eles, os golpistas, têm sempre uma desculpa para que isso não ocorra.

A pressa de fechar o negócio é outro forte indício da fraude, além dos descontos exorbitantes. Ademais, segundo pesquisas dos setores de segurança, a maioria dos sites utilizam os domínios “.com” ou “.org”, pois geralmente contratam hospedagem fora do País.

Pagamento direcionado a pessoa física que não seja o leiloeiro, seja por transferência, depósito ou pix! No caso de ser leilão extrajudicial, o pagamento é sempre na conta do leiloeiro, nunca na de terceiros. O melhor é solicitar o pagamento ao CNPJ da empresa, e conferir, o CNPJ, no site da Receita Federal.

Afim de prevenir novas vítimas, vale salientar que, é importante ficar atento ao endereço da página na internet. Tendo em vista que ele nunca será o mesmo, apesar da semelhança com o original. Além disso, o símbolo do “cadeado fechado” antes do endereço também é um diferencial.

Nunca oferte um lance sem ver o veículo pessoalmente, especialmente quando não se conhece o leiloeiro com quem está fazendo negócio. Veículos a serem leiloados ficam expostos nos pátios dos leiloeiros, e estes são de acesso ao público. Ademais, os leilões verdadeiros comumente são ao vivo, de forma on-line, mas com a presença física do leiloeiro.

Os leiloeiros oficiais do Brasil possuem registros no Brasil, logo o domínio correto a constar no URL do site deve conter “.com.br”. Destaca-se ainda a importância da verificação e leitura do Edital do Leilão, o qual deve apontar as condições de pagamento, horário, data e informações mais detalhadas da hasta. Leilões verdadeiros precisam ser anunciados em algum veículo de comunicações, como jornais, revistas eletrônicas, meios televisivos, entre outros.

Para maior segurança, nunca é demais consultar o site de cadastros dos leiloeiros oficiais, ligado às Juntas Comerciais de cada localidade, e sites de reclamação de consumidores, como o conhecido “reclame aqui”. Pesquise, tenha cuidado e não deixe que o sonho de adquirir um veículo se transforme em pesadelo!

 

Fontes:

‘É Golpe’: veja as fraudes mostradas pelo novo quadro do Fantástico e saiba como se proteger – G1

Golpe do leilão faz novas vítimas; veja como se proteger – Folha de Pernambuco 

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